Um conto do destino
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Vupt
F. J. Lima Junior
Hoje, parado em frente a esse casal,
me voltam às lembranças de um passado não tão distante. Preparados para uma
viajem ao tempo? Preparados ou não, vamos a um rápido “vupt”.
“Vupt” – estamos na década de 70, Ai!
Como eu tenho umas boas lembrança desse tempo, eu usava um cabelo ‘black
power’, calças boca de sino e adorava uma discoteca, nessa época eu andava
muito pelo centro onde sempre via o casal do inicio dessa história, ainda
crianças, brincando no parque das crianças. Quem diria que eu ainda
encorrentaria novamente àquelas crianças que jogavam pedras no lago, pulavam amarelinha e
brincavam de se esconder naquele antigo parque.
Todos os dias eu os via crescendo
naquele local, às vezes falava com os seus pais, os da menina que eram dois
grandes aventureiros, que adoravam contar as histórias de suas aventuras pelo
mundo que ia desde o caminho para Santiago no Chile a Bonito em Minas Gerais;
já os pais do garotinho, a mãe era professora da universidade federal e o pai
comerciante local, todos eram pessoas muito simpáticas, e as crianças tinham
uma educação maravilhosa e só me chamavam de tio Jorge “bacana”.
Mais como o tempo não para, “vupt”
passaram se os anos e as crianças começaram a conhecer em sua inocência o que é
o amor. Em uma das inúmeras árvores com registros apaixonados de inúmeros
casais que por ai já passaram, existia um coração com as suas iniciais.
Mais com o tempo ficou evidente que a
amizade já havia evoluído, pois, os abraços e carinhos já ocupavam o espaço das
brincadeiras de jogar pedras no lago, amarelinha e todas as outras já não eram
mais tão prioridade quanto uns beijinhos.
Novamente “vupt” o tempo novamente
passa e já em 1980, vejo apenas o menino que já é quase um rapagão, mais se
encontrava sozinho, sua amada tinha se mudado com os seus pais aventureiros e
deixou em Fortaleza apenas um coração partido, chorando junto a arvore que
marcou o inicio daquele belo amor.
“Vupt” passou 90... “Vupt” passou os anos 2000.
Eu nunca mais tinha lhes visto mais, agora eu já não tenho cabelo “black power”
na verdade já não tenho cabelo algum, pra falar a verdade, estou careca de
saber que um amor verdadeiro, nem o tempo acaba. “Vupt” agora estou aqui vendo
esses dois novamente juntos nesse parque em pleno 2014, com os mesmos olhos, e
brilho no olhar de sempre.
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